Espondilite Anquilosante : O que é e como ela afeta sua coluna – Entrevista

A perda dos movimentos da coluna é a principal e mais preocupante consequência da espondilite anquilosante (EA), uma inflamação sistêmica crônica que acomete principalmente as articulações da coluna vertebral e, aos poucos, leva à fusão das vértebras e à perda da sua mobilidade.

Espondilote Anquilosante : O que é e como ela afeta a coluna

O que é Espondilote Anquilosante?

A perda dos movimentos da coluna é a principal e mais preocupante consequência da espondilite anquilosante (EA), uma inflamação sistêmica crônica que acomete principalmente as articulações da coluna vertebral e, aos poucos, leva à fusão das vértebras e à perda da sua mobilidade. Apesar não ter cura, os tratamentos disponíveis podem retardar a progressão da doença para garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

Apesar não ter cura, os tratamentos disponíveis podem retardar a progressão da doença para garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

Como a Espondilote Anquilosante afeta a coluna?

Ela ocorre principalmente no esqueleto axial (coluna vertebral e articulação sacroilíaca), mas pode se espalhar para outras articulações. Sua origem pode ser genética, ambiental e/ou comportamental. “A espondilite anquilosante faz parte do grupo de doenças autoimunes e, assim como diversas outras, não tem uma causa única estabelecida”, explica o ortopedista do Hospital Santa Lúcia, Saulo Castro.

De acordo com ele, a maioria das pessoas que vivem com a doença a desenvolveram por razões genéticas. “Existe um marcador identificado, a proteína HLA-B27. Sabe-se que 20% das pessoas com esta proteína acabam tendo espondilite anquilosante e, do total de pessoas com o problema, cerca de 90% apresentam a HLA-B27”, revela o médico.

Muitos estudiosos acreditam que a EA começa quando a defesa do intestino cai e certas bactérias acabam passando para a corrente sanguínea. Além de causar uma infecção, elas ainda são capazes de mudar a maneira como o sistema imune responde — a partir daí ele passa a atacar o próprio corpo, dando início ao processo descrito anteriormente.

Os homens entre 20 e 40 anos de idade são o principal grupo acometido pela doença, mas mulheres também estão sujeitas. A cada quatro casos, um ocorre em paciente do sexo feminino. Os sintomas começam aos poucos, com dores nas costas, especialmente durante o repouso. Quando não tratada, a espondilite anquilosante provoca fusão e rigidez vertebrais.

Uma vez que as costelas estão diretamente ligadas à coluna vertebral, elas também podem sofrer um processo de rigidez, e isso prejudica a capacidade de expansão do pulmão. Outra complicação possível é a artrose dos quadris. Já entre as manifestações concomitantes, os pacientes podem apresentar uveíte (inflamação ocular), colite (inflamação no cólon intestinal) e psoríase (um tipo de lesão de pele), dentre outras.

Como é feito o diagnóstico e tratamento da Espondilote Anquilosante?

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O diagnóstico da espondilite anquilosante geralmente baseia-se nos sintomas e no exame físico feito por um médico, com apoio de exames de imagem e de exames sangue, entre as quais a pesquisa do HLA-B27.

“A história do paciente é a maior pista para se chegar ao diagnóstico. Levando em consideração fatores como sintomas, idade, histórico familiar e histórico médico, pode-se levantar à hipótese de que o paciente sofre de espondilite anquilosante”, detalha o ortopedista.

O tratamento, feito sob a condução de um reumatologista e primordialmente com o uso de medicamentos, pode melhorar os sintomas e prevenir o agravamento da doença.  O auxílio de um fisioterapeuta também é importante para ajudar, com exercícios, a amenizar a dor e prevenir a perda de mobilidade.

Texto extraído do site do Hospital Santa Lúcia

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Saulo Morais Rodrigues de Castro - Doctoralia.com.br